adUnit

Sem medalha, Diogo Silva reclama: "placar já estava zerado"

Allan Farina Direto de Londres

9 de agosto de 2012 | 18h28 | atualizado às 19h19

Allan Farina Direto de Londres

A segundos do fim da disputa de bronze do taekwondo até 68 kg, Diogo Silva, mesmo com problemas físicos, conseguiu empatar a luta com o americano Terrence Jennings por 5 a 5. No estouro do cronômetro, o adversário acertou um chute na cabeça do brasileiro, inicialmente não computado, mas a revisão do lance pelos árbitros acabou com a marcação dos pontos a favor de Jennings, que levou a medalha de bronze nesta quinta-feira no Complexo ExCel. O brasileiro lamentou o resultado, mas cravou: o terceiro round da luta já havia acabado.

» Veja as mais belas atletas, torcedoras e cheerleaders de Londres 2012
» Vote na maior decepção brasileira nos Jogos de Londres
» Escolha o esporte e assista aos vídeos da Olimpíada de Londres
» Saiba tudo sobre os medalhistas do Brasil em Londres
» Confira a programação de ao vivo do Terra
» Veja a agenda e resultados dos Jogos de Londres

"Eu tenho quase certeza que o placar já estava zerado. Eu ainda vou ver a luta em câmera lenta, mas tenho total certeza que estava zerado. Quando o placar zera ao final do terceiro round, os pontos não podem ir para o Golden Score. Isso é uma regra. Os pontos não podem ser dados ao encerramento do placar que é do final do primeiro round para o segundo ou do final do segundo para o terceiro. Quando acaba o terceiro, acaba a luta", reclamou Diogo, que caiu na semifinal para o atual vice-campeão mundial da categoria, o iraniano Mohammad Bagheri Motamed no Golden Score.

Após ver de perto a chance de levar uma medalha, o brasileiro reclamou de uma mudança das regras da modalidade realizada exclusivamente nos Jogos Olímpicos, nas quais o golpe decisivo de Jennings acabou aceito pelos árbitros. Aos 30 anos, Diogo quase levou um bronze nos Jogos de Atenas, em 2004, quando parou na disputa do bronze, assim como ocorreu nesta quinta-feira.

"É uma luta nova, praticamente. Isso é uma regra mundial. A gente participou de todas as competições internacionais, o pré-olímpico. É complicado que eles mudam as regras só para os Jogos Olímpicos. É difícil assim. Você tem que ter o poder político e o nosso esporte não tem força política. As decisões são tomadas por membros de comissões internacionais e o Brasil não tem membros na comissão, o Brasil não tem árbitro internacional", explicou o brasileiro, triste com o resultado adverso.

Derrotado novamente em um momento decisivo, Diogo não conteve as lágrimas. Com dores e reagindo ao fim de duas lutas seguidas, mas perdendo ambas, o brasileiro desabafou: "perdi a luta para o iraniano, acabei de perder para uma hipoglicemia, tive caimbra pelo corpo inteiro. Eu só queria lutar".

O Brasil ainda terá a participação de Natália Falavigna na categoria pesada (mais de 67 kg) feminina do taekwondo. A brasileira estreia neste sábado contra a sul-coreana Lee In-Jong

por: Terra
adUnit PUBLICIDADE
adUnit
  © 2017 Terra Networks S.A Versão clássica