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Protesto termina na Câmara de Porto Alegre, ocupada por manifestantes

Cerca de 1 mil pessoas marcharam até o legislativo municipal em meio aos protestos da greve geral; multidão ocupou o pátio da Casa

11 de julho de 2013 | 18h28 | atualizado às 18h39

Cerca de 1 mil manifestantes caminharam nesta quinta-feira até a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, ocupada desde ontem por jovens do Bloco de Luta pelo Transporte Público. A manifestação foi uma das marchas organizadas na capital gaúcha no dia da greve geral.

Com apoio de sindicatos, o Bloco de Lutas caminhou pela avenida Mauá, uma das principais vias do centro da capital gaúcha, em direção à Câmara de Vereadores. O protesto passou próximo ao largo Grênio Peres, onde a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizava um evento.

Mais contida, a central sindical colocou uma banda para tocar no local e listou no carro de som as causas que defendia na mobilização nacional. Enquanto isso a outra manifestação, em maior número, clamava pela ocupação da Câmara de Vereadores. "Somos, somos o povo, e a nossa casa nós vamos ocupar", cantavam.

Durante o evento em Porto Alegre, a CUT minimizou a importância do número de pessoas nos

atos organizados por sindicatos nesta quinta, ressaltando a grande adesão à paralisação nacional.

Cidade parada
Porto Alegre amanheceu com acessos fechados e o transporte coletivo praticamente parado. Ônibus não circularam na cidade, apenas o sistema de táxi-lotação funcionou parcialmente. A ponte do Guaíba, importante acesso à capital, foi fechada no início da manhã. Grupos interromperam acessos ao centro e impediram ônibus de sair das garagens.

Ruas tradicionalmente movimentadas ficaram paradas. O comércio ficou fechado; apenas algumas farmácias e poucos restaurantes abriram no centro. Nenhum ônibus intermunicipal estacionou na rodoviária e em terminais de ônibus. Paulo e Vera Vargas, moradores de Canguçu, no sul do Estado, foram surpreendidos ao voltar de São Paulo e não conseguir ir para casa. "A gente sabia da greve, mas nunca imaginou que ia parar tudo assim", disse Vera.

O Trensurb, metrô que liga Porto Alegre a cidades da região metropolitana, funcionou até as 7h30, uma hora antes do estipulado pela categoria. A decisão de suspender as viagens foi tomada depois que vândalos jogaram pedras em um trem na altura de Canoas. Um grupo de técnicos de enfermagem que passou a madrugada de plantão foi prejudicado. "Foram 12 horas de plantão e agora temos que passar por isso", lamentou William Reis, que mora em São Leopoldo.

Os bloqueios no centro de Porto Alegre terminaram ainda pela manhã, mas o centro continuou parado. Marchas da Força Sindical de diferentes cantos da cidade seguiram em direção ao centro, porém não tiveram grande adesão.

Veja a lista divulgada pela Força Sindical das cidades que devem participar do dia de paralisações:

por: Terra
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