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Líder israelense diz que acordo com o Irã é "erro histórico"

24 de novembro de 2013 | 07h57 | atualizado às 09h47

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou neste domingo sua mais enérgica rejeição ao acordo alcançado durante a madrugada pelo Grupo 5+1 em suas negociações com o Irã, que descreveu como "um erro histórico".

"O que se estipulou em Genebra não é um acordo histórico mas um erro histórico (...). Hoje o mundo se transformou em um lugar muito mais perigoso", disse Netanyahu ao começar a reunião semanal com seu Conselho de Ministros.

Israel acredita que o Irã está ativamento engajado em desenvolver armas nucleares, apesar de Teerã negar e afirma que seu programa tem apenas fins pacíficos. Netanyahu diz que o acordo não vai impedir adequadamente o Irã de conseguir a bomba, ao mesmo tempo que também propiciará um alívio nas sanções. 

Em seu habitual discurso público, antes dos debates a portas fechadas, considerou que os resultados do acordo significam que "o regime mais perigoso do mundo deu um passo significativo para conseguir a arma mais perigosa do mundo".

Também neste domingo, o ministro israelense de Relações Exteriores, Avigor Lieberman, manifestou que o Irã "recebeu um prêmio" em suas negociações com o Grupo 5+1 e que a consequência do acordo alcançado em Genebra é "uma corrida armamentista".

"É preciso entender que essa é a maior conquista diplomática do Irã nos últimos anos. Está claro que o acordo reconhece o direito dos iranianos a seguir enriquecendo urânio. Em resumo, ganharam um prêmio", disse Lieberman, chefe do partido linha-dura Israel Beteinu e, à edição eletrônica do jornal Yedioth Ahronoth.

Para o chefe da diplomacia israelense, o resultado do acordo anunciado esta madrugada pela alta representante da política externa europeia, Catherine Ashton, é uma "corrida armamentista".

Israel recebeu com grande decepção o pacto pelo qual o Irã congelará seu programa nuclear durante seis meses, tempo em que se buscará chegar a um acordo global e definitivo.

A ministra da Justiça e líder do partido Htenuá, Tzipi Livni, qualificou de "muito ruim" o acordo, e advertiu que "não só ameaçará Israel, mas todo o mundo". "É preciso agir agora de forma decisiva frente aos Estados Unidos e a outros aliados para melhorar posições no próximo acordo, se é que se chegará a assinar, e conseguir que o Irã não obtenha legitimidade", considerou Livni.

O anúncio de um acordo com o Irã não surpreendeu Israel, que levava meses tentando influenciar em seus resultados, uma estratégia que produziu enorme tensão em suas relações com Washington.

O ex-chefe do Mossad Dani Yatom, um dos primeiros da organização de espionagem israelense a lidar com o programa nuclear do Irã, considerou que seu país "terá em um problema, se o acordo definitivo for como o interino e inclusive algo melhor".

Nesse sentido, o ministro da Indústria israelense e líder do partido Lar Judeu, Naftalí Bennet, expressou: "Se dentro de cinco anos explodir uma mala nuclear em Nova York ou em Madri será pelo acordo assinado hoje". "A campanha ainda não terminou" e "o mundo deve saber que Israel não se vê comprometido por esse acordo", acrescentou.

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por: EFE
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