Stédile diz que denúncia na OEA foi alerta contra manobras de "forças reacionárias"
O
coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST),
João Pedro Stédile, disse que a denúncia de criminalização do
movimento feita a Organização dos Estados Americanos (OEA) é um
"alerta" para a comunidade internacional.
"Aqui também sempre
fizemos esse mesmo tipo de reclamação. Usar esse espaço
internacional não para falar mal do Brasil ou do governo brasileiro,
mas usar para luta pela
democratização", afirmou à Agência Brasil, após participar do
12° Congresso do PC do B.
O MST
denunciou na última quinta-feira (5) à Comissão Interamericana de
Direitos Humanos da OEA o que considera ser um processo de repressão
e criminalização da luta dos trabalhadores rurais pela reforma
agrária no país. A denúncia foi apresentada pelo integrante da
coordenação nacional do movimento João Paulo Rodrigues, em
audiência realizada em Washington.
Segundo
Stédile, "as forças reacionárias de direita que controlam parte do
Judiciário e parte do Congresso estão usando desses mecanismos para
criar factóides na imprensa e criar um clima de perseguição dos
movimentos sociais".
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